Coisas que aprendi e pessoas que quero agradecer em 2018

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Foto: Nana Vieira

Palhaços Cavalhada — O Divino em Festa

2018 vai ficar marcado para mim como uma explosão Cambriana de descobertas pessoais. Foi um ano tão difícil, mas tão difícil, que chega a ser paradoxal terminar o ano achando que foi um dos melhores anos da minha vida. Dá orgulho ter aprendido tanto, mas dá medo desejar que 2019 seja ainda melhor.

Mais do que registrar os acontecimentos para que o meu “eu de amanhã” possa olhar para trás e revisar o que aconteceu, e muito mais do que compartilhar aprendizados para que outras pessoas possam lidar com situações parecidas de maneira mais fácil, eu quero mesmo é agradecer algumas das pessoas que mais me ajudaram a evoluir em 2018. Que elas saibam o quanto devo a elas, e que possam ensinar muitos outros a:

  1. Como ser um líder mais prático — das minhas fraquezas, essa é uma das mais difíceis de lidar. Depois de inúmeros livros, cursos e palestras, minha sensação é que eu nunca saia do lugar. Mas esse ano eu consegui dar um grande passo, graças ao coaching que fiz com o Márcio Rezende. Aprender que é preciso ter uma “agenda do líder” — a alocação de tempo, mesmo que sem técnicas refinadas de liderança, foi transformador. Me tornei um líder um pouco melhor, garantindo na agenda um espaço semanal para i) Staff Meeting — encontro com todo o time para atualização, tomada de decisão e compartilhamento de aprendizados; ii) 1-on-1s — encontros individuais para discutir o progresso de cada um e iii) Deep Dives — encontros específicos para colocar a mão na massa e trabalhar junto com o time. Sem as interações com a Laura Mello, minha co-founder, nada disso teria acontecido.
  2. Como ser um líder mais inspirador — não sei porque, mas a minha crença era de que um líder tinha que criar a visão de futuro e convencer o seu time de que esse era o caminho a ser seguido. Só vim a perceber que eu vivia dando murro em ponta de faca trabalhando com a Pia Parente, que nos ajudou com um trabalho incrível de posicionamento de marca. Foi ela que me ensinou que a liderança é caórdica por natureza. Basta a gente ouvir os sonhos, desejos, necessidades e vontades de todo o time, que a visão se forma. Tudo ficou muito mais fácil depois disso. Tenho muito a agradecer também aos meus sócios Marcelo Sato, Daniel Chalfon e Martino Bagini.
  3. Como me libertar dos meus fantasmas — existem vários nomes para esse conceito. Uns chamam de technical debt, outros de entropia. A verdade é que ao longo da vida, vamos colecionando frustrações não resolvidas, que quando não endereçadas, vão juntando lixo ao nosso redor. E quando nos damos conta, nosso “quarto” está uma zona, repleto de coisas antigas, velhas e sem uso ao nosso redor. Conhecer a constelação familiar foi uma maneira ímpar de entender de onde veio todo esse entulho, e de começar a abrir espaço para coisas novas e frescas. Obrigado Claudia Pamplona!
  4. Como vender um fundo — eu estudei vendas a vida inteira, me aperfeiçoei como investidor ajudando empreendedores a vender, e mesmo assim, nos últimos anos eu estava travado tentando vender meu próprio produto. Eu tinha a técnica, mas não conseguia vencer o lado emocional. Fica a lição de que grandes avanços, só acontecem com a ignição de uma epifania: quando tanto a nossa razão (sistema 2) quanto a emoção (sistema 1) “entendem” o que tem que ser feito. Sem o empurrão do Flávio Sznadjer, que me ensinou o que é ser um bom gestor de investimento e como vender esse tipo de produto, eu não teria conseguido.
  5. Como balancear corpo e mente — desde pequeno eu aprendi a cultivar a mente através de leituras e experiências culturais. Já adulto, eu aprendi a cultivar o corpo através da corrida e da musculação. Mas combinar essas duas atividades através da yoga, foi uma descoberta incrível, que eu devo a um presente que recebi da Teresa Rigonatti. O poder da respiração, da repetição de movimentos, e da intencionalidade são aprendizados que me levaram a ter uma maior conscientização dos desafios.
  6. Como deixar de ser acomodado — que a mente tende a buscar o caminho do menor esforço, qualquer curso básico de neurociência nos ensina. Mas como sair dessa acomodação, nem um PhD com o Daniel Kahneman nos ensinaria. Eu não sei se eu aprendi alguma coisa, mas que a Nicole Rigonatti me tirou da zona de conforto, isso ela conseguiu. Com uma coragem de deixar qualquer super heróina de queixo caído, ela foi à público (no palco do Big Bets Academy) me dizer tudo aquilo que ela vinha me dizendo e eu não escutava. Só me resta agradecer e aprender a ficar alerta.
  7. Como cuidar de partes do corpo que eu não sabia existir — um músculo chamado psoas que é também chamado de músculo da alma? Fala sério! Como eu nunca aprendi sobre ele antes? Seja somatização ou estresse de corrida, a verdade é que a minha lombar me prostrou. E se não fosse essa dor, eu não teria caído no consultório da Vivian Sartor, que me mostrou o que realmente é fisioterapia, e me ensinou a cuidar do psoas (minha alma?) e da lombar. Santa flexibilidade Batman!
  8. Como melhorar um pouquinho por dia — viver é uma arte ou uma ciência? Existe algum mapa da mina? Foi delicioso descobrir que assim como existe um arquétipo para o crescimento de empresas, existe um arquétipo para o crescimento pessoal. Graças ao Tiago Lafer eu descobri o Estoicismo e o livro Estoicismo Diário, que com um pensamento estóico por dia, oferece um checklist de coisas a pensarmos e melhorarmos.
  9. Como domar o poder da disciplina — eu aprendi a ser disciplinado com a música. Treinava 10 a 15 horas por dia. E isso me ajudou em todas as esferas da minha vida. Mas eu nunca havia conseguido ser disciplinado de uma maneira plena com os meus filhos. Trabalhar com o Enzo Rigonatti e o João Borzino me ajudou a começar a trilhar um caminho de paternidade com muito menos ansiedade. No-Drama Discipline foi um achado de vida.
  10. Como construir um grande relacionamento - eu sempre fugi do conflito. Sempre busquei agradar mais ao outro do que a mim mesmo. Eu sempre achei que conflito fosse algo ruim. Foi lendo Story, que eu descobri intelectualmente que o conflito é a base de toda grande história. Foi lendo Five Dysfunctions of a Team que eu descobri como os conflitos são importantes para um time. Mas foi conhecendo a Nana Vieira e o projeto Somos Dança que eu realmente descobri emocionalmente a usar as centenas de milhares de conflitos que enfrentamos todos os dias como um alerta para relações mais saudáveis. Afinal, lidar com conflito não é brigar, não é um jogo de soma zero, mas sim uma oportunidade para crescer e somar.

O backlog de coisas a melhorar ainda é grande. O desejo por fazer e celebrar mais é ainda maior. Que venha 2019! Estarei With Arms Wide Open! Fun, fortune, and fame a todos!

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